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domingo, 17 de julho de 2011

Brechó de passado

Já foi cantado por aí: "e o passado é uma roupa que não nos serve mais"... Mas o que me intriga é porque vira-e-mexe tiramos esse bendito do guarda-roupa e achamos que algum modelito que não caiu tão bem em uma estação passada irá fazer tendência agora.

Não entendo essa mania de guardar para tentar usar na próxima estação, vestir com o sentimento de que ‘agora vai’ e depois se deparar com aquela transparência constrangedora que insiste em nos mostrar que isso já não nos cai tão bem.

Rasgar » desbotar » desfiar » tornar inapropriado para o uso, qual a dificuldade em procurar novos planos?

Não acredito que seja uma boa ideia criar um brechó de passado, no qual teria no estoque vários sentimentos já usados: mágoas de manga longa, amizades falsas de pele de onça, sustos de calças curtas, lutos de pretinho básico, tesão de camisa xadrez e as ilusões sempre usando tons claros e trazendo sentimentos lúgubres.

Sim, aparecem situações em que o presente aperta tanto, tanto, que falta o ar. Então, caso o passado esteja ali guardadinho, pouco usado, você se sentirá tentada a tirá-lo da gaveta e experimentar para saber se ainda lhe cabe.

Mas a pergunta é: Por que ao invés de ficar criando algum tipo de brechó de passado, você não vai às ‘compras’ de presente para o seu presente de presente?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pérolas do MSN

Então, você fica online no MSN por 5 minutos e aquele ex-peguete de quatro anos atrás surge do inferno nada.

Você pensa: “vou falar um pouco com ele em vez de ignorar, porque, daí, posso cortá-lo e tirar um pedacinho da grande auto-estima do rapaz”. E essa idéia vem acompanhada de uma risada maquiavélica.

Ele veio te avisar, com indiretas - lógico -, que ta solteiro e na cidade.

Você fica com o ego meio inflado, porque, afinal, o cara é gatinho e não cansa de levar fora seu.

Ri da cara dele enquanto a conversa desenrola e depois dá aquele corte: “Poisé, fulano, muito bom falar com você, mas agora tenho que dar uma saída. Depois a gente se encontra aqui. Beijo.”

O cara tenta te enrolar, puxa mais conversa e isso te deixa ainda mais “por cima da carne seca”.

Você desvia o assunto, diz que ta com pressa e o deixa falando sozinho com uma despedida triunfante.

Sua auto-estima fica elevada por mais seis horas (para os ignorantes, isso foi uma figura de linguagem) até que, então, você começa a pensar que, apesar da sua “secura” e da grande possibilidade de ele saber que você ta comprometida, o cara ainda insiste na conversa. Isso porque:

1º - ele é burro demais pra perceber que você não ta afim;

2º - ele se acha gostoso demais a ponto de acreditar que você esqueceu que ele tentou te sacanear no passado;

3º - ele não peca por tentar te comer;

4º - todas as alternativas.

A mais provável é a quarta opção.

Por isso, você fica com raiva de si mesma porque, se não houvesse se metido com um idiota desse, não teria que lidar com um idiota desse (repetição intencional).

Mas você quis variar, né? Pegar um cara qualquer, porque, afinal, quem ta procurando o príncipe encantado?

Infelizmente baixar tanto o nível não era necessário.

Daí, sua conclusão é: foda-se c’est la vie. Quem nunca fez um babaca gatinho feliz?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O esquecimento em forma de barquinho de papel...

Hoje eu fiz um “barquinho de papel”...

Fazia bastante tempo que eu tentava... Tentava... Até chegar o dia de hoje, até chegar a minha grande oportunidade, até minhas mãos conseguirem ter uma habilidade tão normal para os outros e quase impossível para mim.

Sim, pode parecer idiota florescer tanto um acontecimento desse, mas isso foi melhor do que aprender a amarrar os cadarços(se bem que não sei muito bem fazer isso até hoje). Foi libertador, foi realmente um momento bonito que fiz de mim para mim.

Ah! No barquinho tinha um verso antigo da folha de um caderno antigo de que fora feito, que dizia assim:

**“(...) e a gente esquece sabendo que está esquecendo.”

E me senti aliviada por não ter esquecido essa minha vontade de construir barquinhos de papel, e mais aliviada ainda por esquecer muita coisa sem perceber que estava esquecendo.

Ah! Chuva...vou lá colocar o meu primeiro barquinho para ir embora. E é nele que está tudo que se foi e que eu quero que nunca mais seja.

(Como é meu 1º post depois das festividades, Feliz Ano Novo e ‘velejem’ bastante nesse ano)


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sobre automóveis

Era uma vez um rapaz que a menina achava bonito e que andava de Troller. Quando a menina falava para suas amigas o quanto achava o rapaz bonito, elas diziam que ele nem precisava ser bonito, mas já era interessante por ter um Troller.

Dica No Lipstick: Se você for sentir alguma coisa por um cara por causa do "carrão" que ele tem, sinta inveja!

Era uma vez uma menina que só aceitava sair com caras que tinham carro. A menina só saía de casa se o cara a buscasse e depois a deixasse em casa utilizando-se de um automóvel próprio.

Dica No Lipstick: Se você precisa de um homem que te transporte, namore um taxista ou um motorista de ônibus, mas não se esqueça de pagar pela corrida ou pelo passe.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meu nome não é Kátia Flávia, mas...

Eu nunca liguei muito para a má fama de certas coisas. Afinal, má fama ainda continua sendo fama, e fama até que possui um lado positivo, não para pessoas como eu, claro.

Ontem me deparei com um vídeo da AcidGirlTestosterona (http://migre.me/1Qg1l) aonde ela fala sobre as vestimentas íntimas das pessoas e não consegui me lembrar em quais situações eu já havia escutado sobre aquilo, mas que já havia escutado isso em outros carnavais eu tinha plena certeza.

Me deparei com vários comentários masculinos e também femininos difamando a tal da calcinha bege, até a própria AcidGirl no vídeo detonou as mulheres que usam, já compraram ou estão nesse momento com uma calcinha bege na cesta indo rumo ao caixa para comprá-la.

Bom, exageros à parte, sendo ela uma mulher e emitindo sua opinião por algo que ela realmente não gosta e não gostaria que suas amigas usassem, eu até entendo.

O difícil é ler os comentários dos caras dizendo que lembram a avó, que é calçola de tia, que acaba qualquer tesão, que não há santo que o ajude a “subir”. Cara, como assim? O cara pra fazer esse tipo de comentário e ser aceito tem que ser gay ou ter mais de 90 anos, porque certeza que um adolescente iria nem lembrar que cor era a calcinha da menina, e um jovem até seus 90 anos(sadio fisicamente e mentalmente) iria apenas achar que a mulher poderia ter usado uma calcinha de outra cor já que o bege não lhe agrada muito, mas a bege não lhe atrapalhou em nada sua performance.

Culpar uma cor pela sua inabilidade ou falta de criatividade sexual é feio, viu.

O que é uma calcinha bege perto desse espaço oco que vocês carregam acima do pescoço senhores difamadores das ingênuas calcinhas beges?


Ah! Post sem batom mas com calcinha, ein!


Há!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A função social do coração burro.



Este post é pra você, minha amiga(o), que olha pro seu passado e pergunta: “Por que, meu Deus?! Por que?!”.

Você que já se apaixonou por aquele frentista canastrão, por aquele calvo destemperado, por aquele esquizofrênico vidrado em filmes franceses  ou por aquele presidente de C.A. que sonha um dia habitar o palácio das laranjeiras!

Você que já chorou por um japonês marombado, que já foi groupie de um guitarrista incapacitado, que sentiu um vazio do tamanho do nariz do narigudo que você amava e sentiu dor de cotovelo por aquele pseudo-hippie metido a biólogo!

Esse post é pra você que quer despedir seu coração, que não vê sentido em tudo o que aconteceu na sua vida amorosa e que está sem chão, sem caminho, sem forças para continuar!

Vou te contar uma coisa: além de burro, seu coração tem alma filantrópica. É isso que explica sua história.

Esses indivíduos acima citados em geral não eram ninguém. Fico até com preguiça de discorrer sobre os defeitos deles, afinal, não tenho a vida inteira pra escrever esse post. Mas tenho alguns minutos pra falar da bondade do seu coração, esse órgão “Madre Tereza de Calcutá”, que viu aquele cara sem futuro, sem qualidades e sem auto-estima e, ainda assim, quis abrigá-lo! Seu coração acolheu aquele ser humano inglório, dedicou-lhe atenção, teceu-lhe elogios infundados (que na época pareciam sinceros pra você) e acreditou no potencial inexistente do infeliz. Seu coração fez isso por possuir uma função social. A sociedade está cheia de seres humanos degenerados, sem amor próprio, que precisam de algum incentivo, de alguém que lhes dê a mão. É isso que seu coração faz, reencaminha essas pessoas perdidas... Então, aquele cara que não é ninguém pode se olhar no espelho e se sentir bonito, esperto e amado. O chato é que, muitas vezes, o cara que você reergueu te dá um pé na bunda, mas o importante (pro seu coração burro) é ter cumprido sua função social.

É lindo, é altruísta, é bacana... Mas é preciso ensinar seu coração a ser mais egoísta, caso contrário, em breve, quem vai estar na sarjeta da auto-estima é você. E não crie esperanças, dificilmente você vai encontrar um outro coração filantrópico pra te reerguer... As estatísticas comprovam que raramente corações altruístas se sentem atraídos por outros corações altruístas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O pragmatismo do feminismo

Ultimamente tenho pensado que não é muito útil ser feminista, quando se é heterossexual (a não ser que você seja homem, porque homem feminista é lenda, mito urbano e todo mundo adora uma raridade). Na verdade, nunca é bom ser sexista - sim, o feminismo radical é sexismo -, pois tolerância e ideais de igualdade tornam a sociedade mais harmônica e pacífica.
Ser uma mulher heterossexual hodiernamente, dessa forma, não tem sido algo fácil. O feminismo nos trouxe, a bem da verdade, uma evolução e uma verdadeira revolução femininas nos âmbitos intelectual, empregatício e educacional. Isso não se pode negar.
Vejo que, ato contínuo, provocou nas mulheres uma repulsa à figura masculina tradicional – arrogante, dominadora, ignorante, arbitrária e preconceituosa – pois nada mais do que natural é repudiar seu opressor (a não ser que se sofra da famosa síndrome de Estocolmo).
Ademais, em pleno século XXI, você ainda encontra verdadeiros neardentais machos por aí que insistem em apregoar a superioridade masculina, nos mais diversos âmbitos, alegando, em seu favor, a incapacidade das mulheres de ter controle emocional. Eles esquecem convenientemente que a fragilidade emocional (e até mesmo física) do homem é mais incisiva que a feminina, porque primariamente, ao passo que nós suposta e involuntariamente procuramos um macho para nos “proteger”, mas suportamos sós as vicissitudes que a vida nos impõe, os homens comuns procuram uma segunda figura materna para lhes prestar os MAIS DIVERSOS TIPOS de cuidados. Isso também não se pode negar.
Eu mesma já passei por uma situação em que, se eu estivesse armada, teria cometido uma tragédia. Um colega de sala, na faculdade, teve a capacidade de me dizer que as mulheres podem, sim, ser tão inteligentes quantos os homens, mas, por não terem equilíbrio emocional, não podem ser boas profissionais, restando-lhe apenas o serviço doméstico enriquecido por ensino superior. Veja bem: eu e ele prestamos o mesmo vestibular; fomos ambos julgados “dignos” (entre aspas, porque hoje em dia não há muita dignidade em faculdade pública) de estar ali e ele realmente achava que meu lugar era no fogão. Veja por outro ângulo: o mesmo babaca por pouco não se formou por não ter o mínimo de competência pra fazer seminários e/ou trabalhos acadêmicos copiados da internet.
Tudo isso que foi mencionado apenas serve para reforçar o espírito feminista naquelas mulheres que, com senso crítico, sofrem esse tipo de realidade e notam que os papéis tradicionalmente interpretados por mulheres e homens são deturpados, uma vez que se chega à conclusão de que ser do o sexo feminino não determina sua capacidade intelectual e, sim, diversos outros fatores, como educação, recebida em casa e na escola, e personalidade.
Minha indagação, no entanto, permanece: onde está a utilidade prática em repudiar os homens e/ou lhes rogar pragas (não estamos falando de diversão aqui, meninas) e ser heterossexual ao mesmo tempo? Longe de mim apregoar acomodação ou aceitação. Não sou, de formal alguma, acomodada; de fato, sou incomodada o tempo todo. A questão é que não vejo muita utilidade em maldizer e amaldiçoar o sexo masculino quando se acaba apaixonando por um desses espécimes.
Solução? Ser pós-feminista. Confesso que não tenho muito conhecimento teórico, mas, até onde sei, o pós-feminismo se lhe retirou as premissas mais ortodoxas de superioridade feminina e, assim, manteve idéias de igualdade entre os sexos, “que se identificaria mais com uma agenda liberal e individualista do que com objectivos colectivos e políticos, considerando que as principais reivindicações de igualdade entre os sexos foram já satisfeitas e que o feminismo deixou de representar adequadamente as preocupações e anseios das mulheres de hoje (...)”, sem, no entanto, “descartar de muitas das questões fundamentais com que as mulheres se continuam a confrontar diariamente, a nível do público e do privado” e promovendo a “reinvenção do feminismo enquanto tal, e na necessidade de o fortalecer, exigindo que as mulheres se tornem de novo mais reivindicativas e mais empenhadas nas suas lutas em várias frentes.”*
Isso significa que, no cotidiano, se faz necessário acostumar-se com as idiossincrasias masculinas, tais como não lembrar datas; esquecer a chama do fogão acesa; não se importar com o que você pensa, sente ou grita; reclamar de dor por causa de um cortezinho no dedo enquanto seu útero tá tentando te matar por dentro; entre outras que serão aferidas casuisticamente. Importante ressaltar que não se incluem dentre os maneirismos masculinos necessidades patológicas de mentir, trair ou não tomar banho – isso é desculpinha esfarrapada.
Digo por experiência própria que todo homem é, sim, machista, em maior ou menor grau, e que os menos machistas são plenamente toleráveis, se especialmente você tiver paciência de lhes mostrar que você pode cuidar de si mesma e ter controle emocional, se impor e se firmar nos seus ideais. Vale ressaltar que nada de bom vem sem esforço, mas também há a grande chance de você se empenhar por nada, porque a lógica de relacionamentos não é lógica, capisce?
Se não impedisse a reprodução, seria ideal se todos fossem homossexuais ou, melhor, vivessem em planetas diferentes: literalmente em Marte e Vênus. Infelizmente não vivemos na utopia e ainda precisamos, de formas variadas e invariavelmente, uns dos outros para existir.
Obs.: Como muito sei que não escrevo bem, a mensagem que eu gostaria de passar é: pare de lutar contra o impossível; faça concessões sem comprometer sua essência.
* MACEDO, Ana Gabriela; AMARAL, Ana Luísa (Orgs.). Dicionário da Crítica Feminista. Porto: Afrontamento, 2005. p. 153-154

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Mulheres"


Antes que as nossas leitoras tenham um enfarte e pensem que estou bêbada ou drogada, esclareço que coloquei a tira aí em cima só para tecer alguns comentários.

Bem, vamos lá:

Primeiramente começarei pelo papel que a mulher ali desempenha. Vamos supor que ela seja não só condescendente com a atitude do cara em pagar a conta, mas grande, digamos, “estimuladora”, a ponto de obrigá-lo mesmo (de uma forma sutil, é claro). Você acha que esse tipo de mulher tem o direito de evocar o feminismo e a igualdade entre os sexos quando receber salário menor que o homem, quando no mesmo emprego?

Não que eu queira comparar um direito constitucionalmente reconhecido a uma tradição estúpida, porém imagino que, numa conversa, uma menina não pode falar, ao mesmo tempo, que é o homem que deve bancá-la e que homens e mulheres devem ser remunerados igualmente. É contraditório; é hipocrisia. Afinal, você quer ganhar o mesmo tanto que seu namorado, desempenhando a mesma função, ser bancada por ele e fazer o que com o dinheiro que sobrar? Fazer plásticas e ficar parecida com a Elza Soares?

Sabe, para esse tipo de mulher, aí vai uma novidade: seu namorado/ficante/marido não é seu pai! Sério, ele não tem obrigação alguma de te bancar. Na verdade, marido tem sim, mas da mesma forma que a esposa; enfim, é recíproco. A lei determina que os cônjuges se auxiliem e se apóiem, portanto, se seu esposo ficar desempregado, não vá achando que você não tem o dever de sustentá-lo. Nesse sentido, eu sou a favor dos donos-de-casa – claramente se o nível de vida do casal não for abalado. Se a mulher pode ser sustentada por seu marido, por que não o homem pode ser alimentado por sua esposa?

Pensar que é a condição de mulher, seu sexo, que a faz passível de ser sustentada é uma idéia sexista, machista e retrógrada, que vitimiza e inferioriza a mulher. Cavalheirismo e romantismo são maneiras educadas de tratar uma menina como idiota incapaz (tá, fui bem radical). Ademais, deixar-se ser dona-de-casa, sem ser uma opção livre e consciente é um engodo: o homem, que NUNCA dá valor ao trabalho doméstico, colocará a mulher sempre como em patamar inferior e, se esta, algum dia, quiser se separar, se verá presa e desorientada.

Concluindo: homens e mulheres que desempenham a mesma função devem sim ser remunerados igualmente sempre. Todavia as mulheres deveriam se ver menos como princesas e mais como donas do próprio nariz – até porque princesinhas não trabalham, gente!

Quanto ao personagem do homem serei menos prolixa: se você acha que deve ganhar mais porque tem um pênis você é um babaca; se você gosta de bancar mulherzinhas pra depois poder “exigir” delas certos “favores”, você é um babaca. No entanto, se você não pensa dessas formas e ainda se dispõe a bancar certa fulana achando que é bonito e a fulana não se propõe a dividir nunca, “Bino, é uma cilada”. Por que um homem iria querer sustentar uma mulher perfeitamente capaz de se bancar? Tá na hora de uma emancipação masculina, não acham? Homens, digam não às mulheres que querem ser bancadas: elas não são suas filhas!

sábado, 11 de setembro de 2010

O Homem, o Homer e o Bart

Vamos divagar sobre as pretensões românticas dos seres humanos. Pessoas são animaizinhos curiosos (no mínimo). Invariavelmente a grande maioria das pessoas busca  o famigerado "Felizes para sempre". A busca por um parzinho preocupa muita gente.

Existe um grande problema nisso: a grande maioria dos homo sapiens são tão "sapiens" quanto um pongo abelii (vulgo orangotango), com a diferença que (alguns) homo sapiens comem com garfo e faca, e mastigam de boca fechada. Ainda assim, não são todos.

A questão é que quando encontram o par (ou pensam encontrar), e depois que passam pelo ritual de conquista inicial, as pessoas tendem a agir como se estivessem olhando para uma suculenta picanha ...após sair do Outback e se entopir de blooming onion. O que acontece, afinal? A humanidade é acometida por um mal chamado comodismo. Como disse o colunista Antonio Prata, existe uma força estranha que, quando existe a falta de auto-policiamento, transforma o homem num Homer Simpson.

Os contos de fadas falam do sapo convertido em príncipe justamente porque as mães de família, que transmitiam os contos a suas filhas, sonhavam e desejavam às filhas uma vida melhor: as mães eram todas casadas com príncipes que se converteram em sapos.

Antigamente o ambiente favorecia ainda mais a transformação do príncipe em sapo: os casamentos eram para sempre, as mulheres viviam em casa sem autonomia financeira, e o homem, fosse ele bom ou ruim, era o seu senhor. Via de regra não cabiam questionamentos.

Deve-se considerar que, hoje principalmente, as mulheres não se casam com Homer Simpsons, tampouco querem um Bart em suas vidas. Via de regra, infelizmente, o príncipe se transforma em um Bart ao longo do namoro, e um Homer depois do casamento.
Enquanto isso, no universo masculino, ocorre que aquele cara que abria a porta para a namorada entrar no carro, levava flores, a levava para tomar café, e fazia outra série de gentilezas nos primeiros encontros, se transmuta em um moleque mal educado, atrevido e muitas vezes difícil de suportar. Essa metamorfose acontece em questão de poucos meses. A pior parte é que os Barts se acham engraçados, únicos e suficientes para manter uma namorada interessada.

Barts querem o status quo de namorado. Ainda assim, quando são cobrados por suas responsabilidades, dão de ombros, fazem pouco caso das queixas, tiram sarro pelas costas e concluem: ela está de TPM, ou ela está dando "chilique".

Às vezes vejo as meninas reclamando que é difícil arrumar um namorado. Isso acontece porque é difícil encontrar homem hoje em dia. Os espécimes do sexo masculino que circulam pelo mundo hoje são, em sua grande maioria, Barts e Homers Simpsons disfarçados de cavalheiros num primeiro contato.

A dificuldade é em entender: o que acontece para o homem virar um Bart, e depois um Homer? A resposta é: comodismo. Ainda que não haja mais espaço no mundo para Barts e Homers, a continuidade da cultura machista que considera todas as perspectivas femininas coisas "supérfluas", que zomba dos homens gentis, e que promove a cultura da mulher super-produzida que passa o sábado no salão enquanto o homem toma cerveja sem sequer tomar banho em frente à TV (com direito a arrotos e tudo mais), leva a uma incompatibilidade entre o homem e a mulher atual.

As mulheres evoluiram enquanto muitos homens continuam presos na década de 60. Para conseguir um par, entretanto, eles se disfarçam de metrossexuais do século XXI, fazem a barba, cortam o cabelo, passam perfume e se arrumam, mas não por muito tempo: apenas o suficiente para garantir o posto de namorado e/ou marido.

O resultado? Um belo dia, a mulher que se manteve anos distraída entra na sala, olha para o sofá horrorizada e constata: Meu Deus! Casei com um Homer!

domingo, 15 de agosto de 2010

Animal Planet

Constrangimento: s.m. Estado de quem está constrangido.
Violência física ou moral exercida contra alguém.
Embaraço, acanhamento.


Constantemente me vejo em situações constrangedoras. Constantemente alguém me violenta com seus péssimos modos. Eu sinto vergonha de mim, queria saber por que algumas pessoas não nasceram com vergonha também. Deveriam diminuir o índice da vergonha alheia, me cansa sentir vergonha das pessoas mesmo normalmente levando isso tudo para o lado cômico.

Alguns “homenzinhos” não me economizam a minha taxa de vergonha alheia. Minha taxa está sempre sendo obrigada a ser 'cobrada'. Algumas vezes realmente parece quase uma violência física, como se o cara pegasse seu cérebro e desse uns murros nele, ou melhor, pegasse seu cérebro e o estuprasse com toda sua falta de noção do ridículo.

Amor-próprio: subst. m. sentimento de autoestima


Há inúmeras discussões entre nós(mulheres) sobre a autoestima deles(homens). Não há de se negar que é fácil perceber como(eles) transbordam isso.

Realmente o dicionário “é o cara”, amor-próprio realmente é um substantivo masculino, afinal, a classe feminina passa normalmente longe de entender e sentir o real significado disso.

Mas o post de hoje não é sobre nada dessas coisas, o post de hoje é sobre um bom modo. Esquecendo daqueles tais bons modos de como beber, comer e segurar os talheres. E sim, daquele modo que você deveria ter adquirido na infância, aquele que certamente seus responsáveis tentaram te transmitir, o respeito. Minha mãe sempre me falou que isso é o tipo de coisa que cabe em qualquer lugar e ela tem toda razão. Se existisse respeito para comprar, eu teria a quem presentear o ano inteiro.

Analisei bastante ontem sobre o respeito, tá não analisei tanto assim. Fui em um local totalmente fora do meu agrado, mas sou da seguinte ideia, se tenho total certeza de que no lugar terá pessoas agradáveis, já vou criando o próximo lugar para ir logo em seguida com elas. Mas ontem não deu, eu tive que gastar meu tempo observando o ser humano e suas ações repugnantes na tentativa de conseguir um par para acasalar, cruzar ou o diabo de quatro(há, posição nova do kama sutra). São muitas pessoas nesse mundo dispostas a sair na noite de sábado para descarregar tensão, sem vergonha de ser feliz. E é aí que entrou em trabalho a minha “vergonha alheia”. Sei que em lugares assim o ET lá sou eu, mas pô, cadê minha nave para sair correndo logo dali? É, não teve jeito, tive que reparar ainda mais...

Então entre pessoas semi-nuas, mulheres necessitadas, homens bêbados carentes, pessoas no cio, pais constrangidos com o comportamento dos seus filhotes e bastante música boa(¬¬), minha única ação foi beber água e assistir tudo isso como um belo roteiro para meu próximo filme, que se chamará: “leve já seu filhote pra cruzar”, aonde os pais levariam seus filhotes para cruzarem em lugares especificamente feitos para esse fim antes de soltá-los pelo mundo e lhe envergonharem ao se agarrarem em uma perna qualquer, igual o cachorro depravado da minha tia faz(mas ele tem créditos, ele nasceu com rabo não com cérebro).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sobre ter filhos


Escutando novamente a história da família da minha mãe, cheguei mais uma vez à conclusão de que não há atitude mais inconseqüente do que ter filhos. A influência que minha avó teve sobre minha mãe e seus outros filhos foi, no mínimo, paradoxal. Ela concomitantemente ensinou à minha mãe como ser e como não ser em vários aspectos completamente distintos e muitas vezes diametralmente opostos.

Para ilustrar: os cuidados que minha avó tinha com seus filhos, durante certo tempo (enquanto não brigava com meu avô) eram surpreendentes. Para uma mulher nascida durante a Segunda Guerra, era moderna; ensinou à minha mãe a ter auto-estima e a não pensar que sua aparência e modos à mesa determinariam seu destino.

Por outro lado, minha avó foi uma mulher que não sabia argumentar; só brigar. Minha mãe, desta feita, sofrendo os efeitos de brigas constantes, desistiu tanto do diálogo quanto da discussão, deixando a solução para o tempo. Em minha opinião, ambas foram erradas – uma lutava as batalhas erradas e a outra não lutava.

Apesar disso, eu não culpo minha progenitora. Ela era superprotegida por um pai extremamente dedicado, mas que era simples demais para o mundo porvir; se casou com dezessete anos de idade; perdeu aquele pai cedo demais; com 21 anos já tinha três filhos; e tinha um marido genética e patologicamente promíscuo e negligente. Não é qualquer uma que mantém sua sanidade mental e, assim, minha avó não se manteve sã.

Com base nessa história, eu vejo como tudo é uma grande bola de neve. Definitivamente as experiências que minha avó e minha mãe tiveram determinaram minha criação, educação e personalidade, que não é lá das mais certas.

O mundo também não é algo que contribui a favor: além da natureza humana por si só, tem-se ainda o ambiente externo que traz tantas coisas tão negativas que acabam por deteriorar tudo. Você pode até pensar que não vai cometer, com seus filhos, os mesmos erros cometidos com você. No entanto, há uma possibilidade infinita de desacertos, que são bastante renováveis. Então, pode ter certeza que você irá falhar de alguma maneira, talvez menos, talvez mais grave.

Pelo que vejo, há pais criando os filhos como cachorros: dão comida, água, contratam um treinador (escola) para educá-lo e passeiam com eles de vez em quando. Ensinar seu filho a chamar os avós de “senhor” e “senhora”, lhes pedir “bença”, não lhes ensina respeito ou consideração. Mostrar a eles como se comporta à mesa não vai lhes dar noções de moral ou convivência social. Acho que os pais de hoje pensam que educação é mais uma questão de aparências do que de criação mesmo.

Por isso, eu não quero ter filhos. Não acho que estarei preparada em nenhum dia da minha vida e não sou egoísta o bastante para colocar nesse mundo, que só tende a ficar pior, uma criança inocente e frágil, influenciável pelas minhas manias, erros e defeitos, e que eu nunca poderei proteger, nem de mim mesma, nem do que está lá fora.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Eu caio! =/

Cair é minha especialidade, desde a primeira infância. Logo que comecei a andar, mamãe me levou ao médico, pra ver se eu tinha alguma deformidade que ocasionasse as frequentes quedas do meu pequeno ser bochechudo, o médico disse que me faltava coordenação, mas que com o tempo eu iria aprender.

Médico charlatão!

As quedas continuaram, mas nunca desisti. A bicicleta que o diga, fui a última da rua a tirar as tais rodinhas. De tanto cair no asfalto, queria me aventurar pelas ruas “de terra”, e minha mãe me avisava que na terra eu ia machucar  mais. Eu, claro, não quis ouvir. Lá fui eu com a minha bicicleta rosa (sim, rosa) sem rodinhas para a rua de baixo... Lembro do som daquela queda até hoje, acho que metade do meu joelho ficou na rua e ainda tenho uma pequena cicatriz. Isso eu tinha uns oito anos...  Continuei caindo depois disso, de bicicleta ainda rasguei muitos jeans, ainda fui fechada por alguns caminhões e passei por vários quases que me fizeram pensar que eu nunca mais andaria sobre duas rodas. Aos 17 anos aposentei a bicicleta (que já não era mais rosa, mas sim amarela) e me restaram apenas as quedas "normais".


Ah tá! Caí também do cavalo, do beliche (mas o record do beliche é da minha irmã), de árvores, e só depois me restringi às quedas "normais".

Na faculdade eu caia sempre diante de alguma platéia, só não continuo caindo porque não tenho frequentado. No trabalho, uma graça, sempre caindo diante de visitantes, de colegas, de chefes. Uma vez consegui uma proeza: cair duas vezes no mesmo dia da mesma forma, a primeira no trabalho e a segunda na faculdade, de forma que meu jeans rasgou e minha mão cortou. Pelo menos meus jeans nunca rasgaram em locais constrangedores... Quase sempre no joelho.

O pior das quedas é sempre lidar com o embaraço de se livrar de quem se aproxima de você todo solícito (a): “machucou?”. Na verdade, nenhum machucado dói tanto quanto o constrangimento de lidar com a piedade alheia. Prefiro quando ninguém me pergunta nada, eu levanto e esqueço em menos de 15 segundos, juro!

Não contente em me encontrar com o chão, caia de outras formas e continuo caindo. Sabe aquelas pegadinhas manjadas: “tem não sei o que na sua blusa?” e qualquer outra pegadinha? Não faz comigo... Que eu caio mesmo! Nasci pra ser trouxa!

E são as quedas “figuradas” as que mais doem. Cair em pegadinhas, conversinhas, ilusões. Cicatrizes que não são visíveis aos olhos (ui!). Essa coiserada toda me cansa! Com essas quedas eu não me acostumo!

Pros tombos físicos eu venho treinando desde que aprendi a andar, eu pratico com frequência, e por isso deles eu me emendo com facilidade. Quanto aos outros o processo de me recompor é muito mais longo, cansativo.... Além disso, prefiro me sentir “sem coordenação motora” do que sem tino pra escolher as pessoas em quem confiar, e odeio sentir as duas coisas simultaneamente.

sábado, 7 de agosto de 2010

badona na terra da "bourgeoisie"

Outro dia, eu passei por uma experiência um tanto reveladora, mas não no bom sentido. Eu sou ingênua e, por isso, não tenho imaginação o suficiente para saber que existem realmente pessoas da estirpe que conheci.

Eu tinha uma vaga idéia de que seria possível existir pessoas capazes de proferir as pérolas: “No Brasil, ninguém passa necessidade. Olha à sua volta; tá vendo alguém pobre aqui?”, “Querida, brasileiro não passa fome; aqui tem salário-escola e bolsa-família pra todo mundo” ou “Que isso... Você é muito pessimista. No mundo há coisas ruins, sim, mas a maioria é maravilhosa”, mas mesmo assim fiquei bastante assustada, porque não achava que o caso era tão grave. Eu ainda reputava que isso era digno de pessoinhas esdrúxulas como artistas da Globo ou filhinhos-de-papai que nunca souberam o que é se esforçar para conseguir algo, porém ouvir isso de pessoas de quase 50 anos me deixou chocada.

Sim, eu conheci a famosa burguesia bitolada, hipócrita, mesquinha e mais um monte de coisas que eu poderia xingar aqui, que muito provavelmente se acha extremamente altruísta por dar dízimo na igreja e pagar um salário-mínimo para a empregada doméstica, ao passo que, numa noite, se enche de uísque mais caro que o preço total de carne que uma família comum consome em um mês.

Cara, foi incrível; terrivelmente um inacreditável banho de realidade. Muita gente fala que o Brasil não vai pra frente porque o “povão” é desinformado, iletrado e conformado, mas quando me deparei com esse tipo de gente, vi verdadeiramente que é muito pelo contrário. De fato, o retrocesso e a inversão de valores vêm da camada mais rica da sociedade.

Pessoas bem sucedidas que levam suas vidas sugando seu luxo do operariado ou da máquina estatal se fecham no mundinho delas e acham que a vida é só aquilo. Acordam quando são assaltadas, seqüestradas ou violentadas, mas não vêem sua colaboração para aquilo - culpam os pobres animais violentos que os cercam. É hilariamente trágico quando ocorrem “arrastões” em condomínios fechados de luxo. Deve ser uma lição difícil de ser tomada.
Eu admito que não sou otimista e geralmente não tento ver o lado bom das coisas – isso nas situações que acontecem comigo; com os outros, eu sou (haha). Tampouco tenho fé que o ser humano possui chances de um futuro melhor. A geração atual é emo e a moda é ser desonesto, vulgar, promíscuo e espertinho como os BBB’s. Isso é fato; não há como ser negado. Temo o que os dias que virão nos aguardam.

Mas você pode andar por aí com uma venda nos olhos (lógico que seria nos olhos; onde mais?); o mínimo que pode acontecer é você dar de cara com um poste – o problema é todinho seu. No entanto, por favor, não se coloque em posição de imaculado (a) por escolher não enxergar, como se isso o (a) fizesse, de alguma forma, alguém mais feliz. Apenas fuja de pessoas que pareçam ter opinião própria para evitar maiores constrangimentos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Em defesa das expectativas.


Vou bancar o advogado do diabo, talvez. Sei que o tema é delicado, pra não dizer que é um saco, mas fala-se tanto na importância de não criar expectativas que faz sentido pensar se isso é realmente possível. Além disso, é interessante falar da moda de dizer “não espero nada de ninguém”, quando estamos cansados de saber que sempre esperamos algo das pessoas: que elas nos amem, que elas nos deixem em paz ou que elas se explodam.

Alguém aí poderia dizer que é coisa de mulherzinha, se eu concordasse com isso diria, em contrapartida, que se a mulher cria a expectativa isso se deve ao fato de que o homem a planta. Olha, estou cansada de ver homem desesperado tentando iludir a mulher, achando que se a pobre estiver com os pés no chão ele não vai conseguir aquilo que almeja. E nem estou discursando o comum “homem só pensa naquilo”, não é só por isso que homem planta expectativa, planta também para reforçar a própria auto estima, pra manter a geladeira cheia ou mesmo para praticar o já banalizado esporte de fazer mulher de trouxa.

Enfim, expectativas existem. Se elas fazem mal aos relacionamentos? Não sou perita em relacionamentos, mas diria que elas só fazem mal quando se tornam gigantescas, e que são vitais para os mesmos quando em doses razoáveis. Afinal, o que te levaria a perder tempo com alguém de quem você acha que não pode esperar nada? O único relacionamento sem expectativas que possuo é com os governantes, não espero nada deles, e por isso, a cada ano que passa, estou mais distante da política. Do resto, eu espero! Espero que minhas amigas sejam amigas, espero que minha família seja família, espero que as pessoas estejam dispostas a fazer nossas relações valerem a pena, e quando elas não fazem, dou um jeito de deixá-las para trás. Quanto aos homens, atualmente, deles só espero distância (mulher ressentida mode on).

Uma expectativa nunca é produção independente. Por exemplo, eu não posso ter expectativas com o Brad Pitt, afinal, por razões óbvias ele não pode me ajudar a cria-las. Pelo menos falando de gente normal, é raro encontrar alguém realmente surtado que, a partir do nada, comece a esperar das pessoas coisas que elas não  deram a entendender ou não se comprometeram a fazer. O comum é que um dos pais das expectativas não queira a filha, mas veja nela a única alternativa de conseguir uma terceira intenção; ou ainda que, ele até tenha planejado conceber a expectativa, mas, de repente na última hora, percebeu que não era aquilo que ele queria, providenciando então um aborto (sanguinário o bastante para traumatizar a outra parte). Geralmente, o pai assassino da expectativa tem uma série de discursos: “você criou expectativas demais”, “você não entendeu o que eu queria dizer” ou a clássica “não é você, sou eu”. São discursos óbvios, mas nunca sinceros, afinal, como dizer a verdade? “Eu agi sem pensar, com irresponsabilidade e agora a única coisa que posso fazer é sair correndo”. “Eu não ia fazer isso nunca na vida, mas como achei que te iludindo conseguiria atingir meus interesses, eu fingi”.

As expectativas são inocentes, os culpados são os pais delas, os dois pais! Um por tê-la fecundado sem real interesse em supri-la, e outro por ter escolhido um irresponsável como parceiro pra criar a expectativa.