domingo, 17 de julho de 2011
Brechó de passado
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Pérolas do MSN
Então, você fica online no MSN por 5 minutos e aquele ex-peguete de quatro anos atrás surge do inferno nada.
Você pensa: “vou falar um pouco com ele em vez de ignorar, porque, daí, posso cortá-lo e tirar um pedacinho da grande auto-estima do rapaz”. E essa idéia vem acompanhada de uma risada maquiavélica.
Ele veio te avisar, com indiretas - lógico -, que ta solteiro e na cidade.
Você fica com o ego meio inflado, porque, afinal, o cara é gatinho e não cansa de levar fora seu.
Ri da cara dele enquanto a conversa desenrola e depois dá aquele corte: “Poisé, fulano, muito bom falar com você, mas agora tenho que dar uma saída. Depois a gente se encontra aqui. Beijo.”
O cara tenta te enrolar, puxa mais conversa e isso te deixa ainda mais “por cima da carne seca”.
Você desvia o assunto, diz que ta com pressa e o deixa falando sozinho com uma despedida triunfante.
Sua auto-estima fica elevada por mais seis horas (para os ignorantes, isso foi uma figura de linguagem) até que, então, você começa a pensar que, apesar da sua “secura” e da grande possibilidade de ele saber que você ta comprometida, o cara ainda insiste na conversa. Isso porque:
1º - ele é burro demais pra perceber que você não ta afim;
2º - ele se acha gostoso demais a ponto de acreditar que você esqueceu que ele tentou te sacanear no passado;
3º - ele não peca por tentar te comer;
4º - todas as alternativas.
A mais provável é a quarta opção.
Por isso, você fica com raiva de si mesma porque, se não houvesse se metido com um idiota desse, não teria que lidar com um idiota desse (repetição intencional).
Mas você quis variar, né? Pegar um cara qualquer, porque, afinal, quem ta procurando o príncipe encantado?
Infelizmente baixar tanto o nível não era necessário.
Daí, sua conclusão é: foda-se c’est la vie. Quem nunca fez um babaca gatinho feliz?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O esquecimento em forma de barquinho de papel...
Fazia bastante tempo que eu tentava... Tentava... Até chegar o dia de hoje, até chegar a minha grande oportunidade, até minhas mãos conseguirem ter uma habilidade tão normal para os outros e quase impossível para mim.
Sim, pode parecer idiota florescer tanto um acontecimento desse, mas isso foi melhor do que aprender a amarrar os cadarços(se bem que não sei muito bem fazer isso até hoje). Foi libertador, foi realmente um momento bonito que fiz de mim para mim.
Ah! No barquinho tinha um verso antigo da folha de um caderno antigo de que fora feito, que dizia assim:
**“(...) e a gente esquece sabendo que está esquecendo.”
E me senti aliviada por não ter esquecido essa minha vontade de construir barquinhos de papel, e mais aliviada ainda por esquecer muita coisa sem perceber que estava esquecendo.
Ah! Chuva...vou lá colocar o meu primeiro barquinho para ir embora. E é nele que está tudo que se foi e que eu quero que nunca mais seja.
(Como é meu 1º post depois das festividades, Feliz Ano Novo e ‘velejem’ bastante nesse ano)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Sobre automóveis
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Meu nome não é Kátia Flávia, mas...

Eu nunca liguei muito para a má fama de certas coisas. Afinal, má fama ainda continua sendo fama, e fama até que possui um lado positivo, não para pessoas como eu, claro.
Ontem me deparei com um vídeo da AcidGirlTestosterona (http://migre.me/1Qg1l) aonde ela fala sobre as vestimentas íntimas das pessoas e não consegui me lembrar em quais situações eu já havia escutado sobre aquilo, mas que já havia escutado isso em outros carnavais eu tinha plena certeza.
Me deparei com vários comentários masculinos e também femininos difamando a tal da calcinha bege, até a própria AcidGirl no vídeo detonou as mulheres que usam, já compraram ou estão nesse momento com uma calcinha bege na cesta indo rumo ao caixa para comprá-la.
Bom, exageros à parte, sendo ela uma mulher e emitindo sua opinião por algo que ela realmente não gosta e não gostaria que suas amigas usassem, eu até entendo.
O difícil é ler os comentários dos caras dizendo que lembram a avó, que é calçola de tia, que acaba qualquer tesão, que não há santo que o ajude a “subir”. Cara, como assim? O cara pra fazer esse tipo de comentário e ser aceito tem que ser gay ou ter mais de 90 anos, porque certeza que um adolescente iria nem lembrar que cor era a calcinha da menina, e um jovem até seus 90 anos(sadio fisicamente e mentalmente) iria apenas achar que a mulher poderia ter usado uma calcinha de outra cor já que o bege não lhe agrada muito, mas a bege não lhe atrapalhou em nada sua performance.
Culpar uma cor pela sua inabilidade ou falta de criatividade sexual é feio, viu.
O que é uma calcinha bege perto desse espaço oco que vocês carregam acima do pescoço senhores difamadores das ingênuas calcinhas beges?
Ah! Post sem batom mas com calcinha, ein!
Há!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A função social do coração burro.
Vou te contar uma coisa: além de burro, seu coração tem alma filantrópica. É isso que explica sua história.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O pragmatismo do feminismo
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
"Mulheres"

Antes que as nossas leitoras tenham um enfarte e pensem que estou bêbada ou drogada, esclareço que coloquei a tira aí em cima só para tecer alguns comentários.
Bem, vamos lá:
Primeiramente começarei pelo papel que a mulher ali desempenha. Vamos supor que ela seja não só condescendente com a atitude do cara em pagar a conta, mas grande, digamos, “estimuladora”, a ponto de obrigá-lo mesmo (de uma forma sutil, é claro). Você acha que esse tipo de mulher tem o direito de evocar o feminismo e a igualdade entre os sexos quando receber salário menor que o homem, quando no mesmo emprego?
Não que eu queira comparar um direito constitucionalmente reconhecido a uma tradição estúpida, porém imagino que, numa conversa, uma menina não pode falar, ao mesmo tempo, que é o homem que deve bancá-la e que homens e mulheres devem ser remunerados igualmente. É contraditório; é hipocrisia. Afinal, você quer ganhar o mesmo tanto que seu namorado, desempenhando a mesma função, ser bancada por ele e fazer o que com o dinheiro que sobrar? Fazer plásticas e ficar parecida com a Elza Soares?
Sabe, para esse tipo de mulher, aí vai uma novidade: seu namorado/ficante/marido não é seu pai! Sério, ele não tem obrigação alguma de te bancar. Na verdade, marido tem sim, mas da mesma forma que a esposa; enfim, é recíproco. A lei determina que os cônjuges se auxiliem e se apóiem, portanto, se seu esposo ficar desempregado, não vá achando que você não tem o dever de sustentá-lo. Nesse sentido, eu sou a favor dos donos-de-casa – claramente se o nível de vida do casal não for abalado. Se a mulher pode ser sustentada por seu marido, por que não o homem pode ser alimentado por sua esposa?
Pensar que é a condição de mulher, seu sexo, que a faz passível de ser sustentada é uma idéia sexista, machista e retrógrada, que vitimiza e inferioriza a mulher. Cavalheirismo e romantismo são maneiras educadas de tratar uma menina como idiota incapaz (tá, fui bem radical). Ademais, deixar-se ser dona-de-casa, sem ser uma opção livre e consciente é um engodo: o homem, que NUNCA dá valor ao trabalho doméstico, colocará a mulher sempre como em patamar inferior e, se esta, algum dia, quiser se separar, se verá presa e desorientada.
Concluindo: homens e mulheres que desempenham a mesma função devem sim ser remunerados igualmente sempre. Todavia as mulheres deveriam se ver menos como princesas e mais como donas do próprio nariz – até porque princesinhas não trabalham, gente!
Quanto ao personagem do homem serei menos prolixa: se você acha que deve ganhar mais porque tem um pênis você é um babaca; se você gosta de bancar mulherzinhas pra depois poder “exigir” delas certos “favores”, você é um babaca. No entanto, se você não pensa dessas formas e ainda se dispõe a bancar certa fulana achando que é bonito e a fulana não se propõe a dividir nunca, “Bino, é uma cilada”. Por que um homem iria querer sustentar uma mulher perfeitamente capaz de se bancar? Tá na hora de uma emancipação masculina, não acham? Homens, digam não às mulheres que querem ser bancadas: elas não são suas filhas!
sábado, 11 de setembro de 2010
O Homem, o Homer e o Bart
domingo, 15 de agosto de 2010
Animal Planet
Constrangimento: s.m. Estado de quem está constrangido.
Violência física ou moral exercida contra alguém.
Embaraço, acanhamento.
Constantemente me vejo em situações constrangedoras. Constantemente alguém me violenta com seus péssimos modos. Eu sinto vergonha de mim, queria saber por que algumas pessoas não nasceram com vergonha também. Deveriam diminuir o índice da vergonha alheia, me cansa sentir vergonha das pessoas mesmo normalmente levando isso tudo para o lado cômico.
Alguns “homenzinhos” não me economizam a minha taxa de vergonha alheia. Minha taxa está sempre sendo obrigada a ser 'cobrada'. Algumas vezes realmente parece quase uma violência física, como se o cara pegasse seu cérebro e desse uns murros nele, ou melhor, pegasse seu cérebro e o estuprasse com toda sua falta de noção do ridículo.
Amor-próprio: subst. m. sentimento de autoestima
Há inúmeras discussões entre nós(mulheres) sobre a autoestima deles(homens). Não há de se negar que é fácil perceber como(eles) transbordam isso.
Realmente o dicionário “é o cara”, amor-próprio realmente é um substantivo masculino, afinal, a classe feminina passa normalmente longe de entender e sentir o real significado disso.
Mas o post de hoje não é sobre nada dessas coisas, o post de hoje é sobre um bom modo. Esquecendo daqueles tais bons modos de como beber, comer e segurar os talheres. E sim, daquele modo que você deveria ter adquirido na infância, aquele que certamente seus responsáveis tentaram te transmitir, o respeito. Minha mãe sempre me falou que isso é o tipo de coisa que cabe em qualquer lugar e ela tem toda razão. Se existisse respeito para comprar, eu teria a quem presentear o ano inteiro.
Analisei bastante ontem sobre o respeito, tá não analisei tanto assim. Fui em um local totalmente fora do meu agrado, mas sou da seguinte ideia, se tenho total certeza de que no lugar terá pessoas agradáveis, já vou criando o próximo lugar para ir logo em seguida com elas. Mas ontem não deu, eu tive que gastar meu tempo observando o ser humano e suas ações repugnantes na tentativa de conseguir um par para acasalar, cruzar ou o diabo de quatro(há, posição nova do kama sutra). São muitas pessoas nesse mundo dispostas a sair na noite de sábado para descarregar tensão, sem vergonha de ser feliz. E é aí que entrou em trabalho a minha “vergonha alheia”. Sei que em lugares assim o ET lá sou eu, mas pô, cadê minha nave para sair correndo logo dali? É, não teve jeito, tive que reparar ainda mais...
Então entre pessoas semi-nuas, mulheres necessitadas, homens bêbados carentes, pessoas no cio, pais constrangidos com o comportamento dos seus filhotes e bastante música boa(¬¬), minha única ação foi beber água e assistir tudo isso como um belo roteiro para meu próximo filme, que se chamará: “leve já seu filhote pra cruzar”, aonde os pais levariam seus filhotes para cruzarem em lugares especificamente feitos para esse fim antes de soltá-los pelo mundo e lhe envergonharem ao se agarrarem em uma perna qualquer, igual o cachorro depravado da minha tia faz(mas ele tem créditos, ele nasceu com rabo não com cérebro).
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Sobre ter filhos
Escutando novamente a história da família da minha mãe, cheguei mais uma vez à conclusão de que não há atitude mais inconseqüente do que ter filhos. A influência que minha avó teve sobre minha mãe e seus outros filhos foi, no mínimo, paradoxal. Ela concomitantemente ensinou à minha mãe como ser e como não ser em vários aspectos completamente distintos e muitas vezes diametralmente opostos.
Para ilustrar: os cuidados que minha avó tinha com seus filhos, durante certo tempo (enquanto não brigava com meu avô) eram surpreendentes. Para uma mulher nascida durante a Segunda Guerra, era moderna; ensinou à minha mãe a ter auto-estima e a não pensar que sua aparência e modos à mesa determinariam seu destino.
Por outro lado, minha avó foi uma mulher que não sabia argumentar; só brigar. Minha mãe, desta feita, sofrendo os efeitos de brigas constantes, desistiu tanto do diálogo quanto da discussão, deixando a solução para o tempo. Em minha opinião, ambas foram erradas – uma lutava as batalhas erradas e a outra não lutava.
Apesar disso, eu não culpo minha progenitora. Ela era superprotegida por um pai extremamente dedicado, mas que era simples demais para o mundo porvir; se casou com dezessete anos de idade; perdeu aquele pai cedo demais; com 21 anos já tinha três filhos; e tinha um marido genética e patologicamente promíscuo e negligente. Não é qualquer uma que mantém sua sanidade mental e, assim, minha avó não se manteve sã.
Com base nessa história, eu vejo como tudo é uma grande bola de neve. Definitivamente as experiências que minha avó e minha mãe tiveram determinaram minha criação, educação e personalidade, que não é lá das mais certas.
O mundo também não é algo que contribui a favor: além da natureza humana por si só, tem-se ainda o ambiente externo que traz tantas coisas tão negativas que acabam por deteriorar tudo. Você pode até pensar que não vai cometer, com seus filhos, os mesmos erros cometidos com você. No entanto, há uma possibilidade infinita de desacertos, que são bastante renováveis. Então, pode ter certeza que você irá falhar de alguma maneira, talvez menos, talvez mais grave.
Pelo que vejo, há pais criando os filhos como cachorros: dão comida, água, contratam um treinador (escola) para educá-lo e passeiam com eles de vez em quando. Ensinar seu filho a chamar os avós de “senhor” e “senhora”, lhes pedir “bença”, não lhes ensina respeito ou consideração. Mostrar a eles como se comporta à mesa não vai lhes dar noções de moral ou convivência social. Acho que os pais de hoje pensam que educação é mais uma questão de aparências do que de criação mesmo.
Por isso, eu não quero ter filhos. Não acho que estarei preparada em nenhum dia da minha vida e não sou egoísta o bastante para colocar nesse mundo, que só tende a ficar pior, uma criança inocente e frágil, influenciável pelas minhas manias, erros e defeitos, e que eu nunca poderei proteger, nem de mim mesma, nem do que está lá fora.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Eu caio! =/
Ah tá! Caí também do cavalo, do beliche (mas o record do beliche é da minha irmã), de árvores, e só depois me restringi às quedas "normais".
sábado, 7 de agosto de 2010
badona na terra da "bourgeoisie"
Eu tinha uma vaga idéia de que seria possível existir pessoas capazes de proferir as pérolas: “No Brasil, ninguém passa necessidade. Olha à sua volta; tá vendo alguém pobre aqui?”, “Querida, brasileiro não passa fome; aqui tem salário-escola e bolsa-família pra todo mundo” ou “Que isso... Você é muito pessimista. No mundo há coisas ruins, sim, mas a maioria é maravilhosa”, mas mesmo assim fiquei bastante assustada, porque não achava que o caso era tão grave. Eu ainda reputava que isso era digno de pessoinhas esdrúxulas como artistas da Globo ou filhinhos-de-papai que nunca souberam o que é se esforçar para conseguir algo, porém ouvir isso de pessoas de quase 50 anos me deixou chocada.
Sim, eu conheci a famosa burguesia bitolada, hipócrita, mesquinha e mais um monte de coisas que eu poderia xingar aqui, que muito provavelmente se acha extremamente altruísta por dar dízimo na igreja e pagar um salário-mínimo para a empregada doméstica, ao passo que, numa noite, se enche de uísque mais caro que o preço total de carne que uma família comum consome em um mês.
Cara, foi incrível; terrivelmente um inacreditável banho de realidade. Muita gente fala que o Brasil não vai pra frente porque o “povão” é desinformado, iletrado e conformado, mas quando me deparei com esse tipo de gente, vi verdadeiramente que é muito pelo contrário. De fato, o retrocesso e a inversão de valores vêm da camada mais rica da sociedade.
Pessoas bem sucedidas que levam suas vidas sugando seu luxo do operariado ou da máquina estatal se fecham no mundinho delas e acham que a vida é só aquilo. Acordam quando são assaltadas, seqüestradas ou violentadas, mas não vêem sua colaboração para aquilo - culpam os pobres animais violentos que os cercam. É hilariamente trágico quando ocorrem “arrastões” em condomínios fechados de luxo. Deve ser uma lição difícil de ser tomada.
Mas você pode andar por aí com uma venda nos olhos (lógico que seria nos olhos; onde mais?); o mínimo que pode acontecer é você dar de cara com um poste – o problema é todinho seu. No entanto, por favor, não se coloque em posição de imaculado (a) por escolher não enxergar, como se isso o (a) fizesse, de alguma forma, alguém mais feliz. Apenas fuja de pessoas que pareçam ter opinião própria para evitar maiores constrangimentos.