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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A vida vai seguir e ninguém vai reparar?



“Eu cansei de ser assim, não posso mais levar...”
A gente cansa de ser máquina, de usar as máquinas, de ter a capacidade de sentir e de se entender comprometidas pelas máquinas.

“Só resta eu me entregar...”
A gente precisa se dar a chance de largar essa mecanização de tudo e nos entregar ao nosso autoconhecimento, como meio para obter algum tipo de alívio para essa loucura que a gente faz com a nossa própria loucura.

“Se tudo é tão ruim, por onde eu devo ir?...”
Talvez nadar contra a corrente do emburrecimento, cair fora do comodismo, largar do clichê de ser só mais um reclamão, arriscar novos métodos de descobrir por você mesmo e para você, como continuar resistindo às suas próprias desistências de si mesmo.

“Cansei de procurar o pouco que sobrou...”
Parece que não sobra o que não tinha que acabar, o que é para ser é medida exata. Sobrou um pouco?  É um pouco de nada, amigxs. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sobre causas perdidas, nada com nada, e cantarolar Beck.

Você é um caso perdido, esse caso é um caso perdido, quanto mais o tempo passa, mais ficará difícil  retomar certas coisas caso alguma hora você perceba que precisa cair em si.  Sair de si é quase tão trabalhoso quanto piscar os olhos, a gente nem percebe, né?

Quando se dá por si, já foi... PLAFT!

Aí você volta, nem ao menos sabe por que teve de se deixar e muito menos porque insiste em voltar.

E já aceitando a condição de não entender nada, cantarolar é sempre uma boa pedida:


"Baby, you're a lost, baby, you're a lost...
Baby, you're a lost cause!"





sexta-feira, 20 de abril de 2012

Miedo que da miedo del miedo que da




“Fulana é muito antissocial, se ela não quer sair do quarto, como irá perder o medo de conviver com as pessoas?”.


(Ahn?!)

Bom, já tive exemplos bem próximos de pessoas que realmente chegaram num nível de amor muito elevado pelo quarto (também tenho essas minhas fases), eu só via a pessoa no dia do aniversário dela e olhe lá... Antigamente até achava legal quando certas pessoas que estavam num isolamento total ficavam doentes, porque aí eu arranjava um jeito e fazia uma visita, mas lógico que algumas dessas pessoas a gente vai fazer a visita e fica num baita medo de abrir a porta e a pessoa enfiar uma agulha no seu olho, pois pessoas isoladas sabem muito bem o que querem.

O negócio é que mesmo sendo difícil aceitar o isolamento alheio, temos que aceitar. Eu já pensei assim também: “a gente tem que ser jogar nesse mundão e perder o medo das pessoas”, mas confesso que conviver com muitas pessoas não resolveu a minha síndrome do “pé atrás com a humanidade”, muito pelo contrário. E sei que isso não é exclusividade minha, para o azar de vocês.

Mas, como chega uma hora que é inevitável ter que sair do seu “quarto-bolha”, pra correr atrás dos seus anseios, você vai se decepcionar bastantão, porque o mundo não é confortável igual sua cama e nem cheiroso como seus lençóis. E os homens não são tão especiais e promoters de encontros mágicos, nem as mulheres são delicadas e dedicadas a amar como nos livros lidos deitado nos seus quatros travesseiros com ou sem pena. O que é uma pena e também não é.

As pessoas crescem... (minuto de silêncio, segure o choro!).

Só que alguns crescimentos não significam um sofrimento forever and ever. (TOMARA!) Pois muitas coisas ruins e crescidas podem simplesmente acabar, serem deixadas de lado, saírem da classificação de prioridades ou simplesmente diminuírem, diminuírem, até que não transtornarem mais.

Vou terminar meus devaneios devaneando ainda mais... Nosso medo de gente deveria ser tipo roda-gigante, que quanto mais a gente cresce, menos ela parece tão gigante.


Só que né, tem que ver isso aí!